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03.12.2009 - FORMANDO UM SUPER CAMPEãO
A South to South sempre contou em seu time de atletas surfistas que despontam no cenário nacional e internacional. Fundada em 1988, a empresa segue fielmente seu slogan: 100% Surf, 100% Brasil, e para isto procura se manter antenada com as promessas que aparecem no litoral brasileiro. Aos cuidados de Maurício Fagundes, fundador e diretor de marketing da marca, a empresa comemorou recentemente mais uma vitória de um de seus pupilos. O baiano de Itacaré, Yagê Araújo, foi coroado Super Campeão do Circuito Guarujaense de Surf Amador.
A disputa ocorreu no último dia 22, no Monduba, na Praia das Pitangueiras, em Guarujá (SP). Para levar a faixa de Super Campeão, Yagê Araújo, de apenas 15 anos, foi campeão da categoria Junior (reservada para atletas de até 18 anos), e, em uma bateria especial, competiu entre os outros seis campeões da temporada. Separadamente, cada atleta entrou no mar para sua apresentação, valendo as duas melhores ondas. Araújo, penúltimo a se apresentar, obteve a melhor somatória (14,75 de 20 possíveis), resultado de duas notas 8,75 e 6 pontos.
Com a conquista, o surfista que está há dois anos residindo no Guarujá, levou uma moto zero km, oferecida pela Secretaria de Esporte e Lazer da Prefeitura de Guarujá. Além do prêmio e do importante resultado em sua carreira, tendo em vista que, o Circuito Guarujaenese é um dos mais fortes e expressivos do país, Yagê ganhou também mais admiração de todos que trabalham na South to South. Para Maurício Fagundes, uma única palavra expressa o sentimento da empresa: orgulho. “Me sinto orgulhoso de ver que hoje nossos esforços e dedicação estão dando certo”.
No entanto, a relação entre atleta e marca está longe de ser meramente comercial. Apesar de toda alegria e satisfação trazidas em cada vitória, Yagê Araújo é mais que um surfista patrocinado pela marca. “Temos muito carinho por ele, pois o consideramos parte de nossa família e não apenas um atleta comum”. E não faltam razões para isso. Fagundes, um surfista apaixonado pelas ondas e pelo que faz, mantém um relacionamento estreito com a Praia de Itacaré, litoral sul da Bahia, e viu de perto o crescimento da família Araújo.
“Meu contato com a família do Yagê começou há muito tempo, antes dele nascer”, conta o diretor. “Seu irmão mais velho, o Orígenes, tinha nove anos quando estive pela primeira vez em Itacaré. O Orígenes e seu outro irmão, Hannaour, começaram a se destacar no surf e como surfava com eles, decidi patrociná-los. O Orígenes foi campeão baiano amador com a South to South no bico e fizemos uma imensa amizade com todos. A marca se tornou referência na cidade e com o tempo patrocinamos várias iniciativas como circuitos locais, ações ecológicas, limpezas de praias, etc”.
Já presente na família, Maurício acompanhou de perto o nascimento de Yagê e quando completou cinco anos de idade, decidiu ingressá-lo na equipe. “Yagê nasceu em uma família que possui o verdadeiro espírito do surf e hoje comemoramos 10 anos de parceria”, diz sem esconder o desejo de formar um campeão. “Sempre tive o sonho de fazer um campeão, com valores de educação e conduta, saúde, além de surf de alto nível. E eu vi naquele garoto de cinco anos a oportunidade de tentar esse caminho”.
Fagundes ainda apresenta outros fatores para alcançar o objetivo. “É importante viajar desde cedo, falar inglês, ter apoio médico e psicológico, treinamento, enfim, uma base sólida para sua formação”. Todavia, ele destaca também as dificuldades existentes nas marcas nacionais. “Como empresa brasileira, temos nossas dificuldades de mercado, mas fazemos e faremos o possível e o impossível para levar este projeto até as suas consequências finais. Pena que os lojistas e consumidores brasileiros ainda não valorizam as verdadeiras marcas de surf do seu país”.
Para ele, é importante que haja, o quanto antes, um comprometimento maior não só do mercado mas também das marcas de surfwear para que o Brasil consiga ampliar o número de seus representantes ao redor do planeta. “Tenho certeza de que se existissem hoje mais marcas nacionais autenticamente surf, comprometidas com o esporte e com um volume de consumo superior ou igual às marcas gringas, certamente teríamos muito mais atletas no WCT. Temos que abrir o olho para essa realidade”, chama atenção.
Sobre o Yagê, que conta também com o apoio do shaper Ricardo Martins, da conceituada fábrica de pranchas Wet Works, e com toda estrutura na cidade de Guarujá, nada muda para o próximo ano. “Sempre acreditamos e vamos continuar apostando nessa proposta que já soma 10 anos. Não vai ser este ou aquele resultado que irá modificar alguma coisa. Reconhecemos que é um plano de longo prazo e nos próximos 10 anos, veremos aonde iremos chegar”, conclui Maurício Fagundes.
Por Marcos André Araújo
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